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Paysandu conquista o Campeonato Paraense 2020 após vencer o Remo

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Brasil
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Por Dayane Baía (SECOM)

Fotos: Guilherme Guerra/Seel

O clássico Rei da Amazônia deste domingo encerrou com vitória de 1x0 para o Paysandu em cima do Remo. A final do Campeonato Paraense de Futebol 2020 foi a coroação da competição mais longa da história devido à interrupção dos jogos em função do distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.

 

O gol de Uchôa foi o último lance do jogo aos 51 minutos. Logo em seguida, o árbitro deu o apito final e reservas e equipe técnica invadiu o gramado. O técnico do Paysandu Hélio dos Anjos comemorou com o time. “Eu não sou político e não gosto de fazer média, tenho as minhas ideias mas quero deixar bem claro que, com todos os problemas que tivemos com pandemia de tudo isso, eu nunca vi um governo estadual ajudar tanto um campeonato. Já trabalhei em vários estados do país, disputei campeonatos regionais. Esse hoje é meu 10º título. Já fui campeão em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Goiás. Eu nunca vi um Governo do Estado ajudar tanto um futebol como eu vi aqui. Está de parabéns. Eu sei que nós temos muitas coisas para se fazer, mas eu sei que a alegria de dar ao povo as condições para os clubes fazer o futebol é uma coisa muito importante. Parabéns sim, não estou aqui fazendo graça para ninguém. Eu tenho que falar isso porque é a verdade”, enfatizou o técnico.

Durante a cerimônia de premiação com a entrega de medalhas à arbitragem, comissão técnica e jogadores, também foi entregue a Estrela do Norte, a tão disputada taça do Parazão, o responsável por repassá-la ao campeão foi entregue pelo presidente da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), Hilbert Nascimento.

 

“Ela é uma verdadeira joia para o atleta. É como a medalha olímpica e precisamos dar esse tratamento diferenciado porque ela representa absolutamente tudo. Não é a premiação e o salário do jogador mas sim a taça, que é o fechamento desse ciclo. O atleta se dedica, luta por isso, para chegar à final do campeonato e levantar justamente a taça. Então é por isso que nós pensamos muito na concepção desse objeto que realmente é uma joia. É aço escovado, tem madeira certificada, é extremamente marcante para nós porque é um vaso marajoara. E o melhor de tudo é que a torcida já reconhece isso quando sugere e escolhe o nome da taça que é chamada Estrela do Norte. É a conquista do Norte. Isso é muito forte e precisa ser valorizado dessa forma porque tem uma simbologia muito forte para o atleta e para o torcedor”, afirmou Hilbert.

 

A peça foi trazida ao estádio dentro de uma caixa de proteção e, até a entrega, não pôde ser tocada sem luvas. “O cuidado é não só com a pandemia, mas sim um protocolo mundial que se tem com as taças importantes. A taça do campeão do mundo só pode pegar nela o Chefe de estado e quem foi campeão. Eu não tenho o direito de tocar nessa joia porque eu não jogo e não sou chefe de estado para representá-la. Os campeões podem tocar porque eles correram, jogaram, lutaram por ela. Ela agora pertence a eles. É algo que estamos tentando institucionalizar para a valorização do produto para tratar aquilo como deve ser tratado, com cuidado com zelo”, explicou Del Filho Araújo, consultor da Funtelpa e responsável pela organização do evento.

 

O time com o melhor desempenho do Parazão recebeu também um cheque de R$ 120 mil do patrocinador master, o Banco do Estado do Pará (Banpará). Paola Costa, superintendente da área de Marketing da instituição acredita que o valor vai ajudar o clube a impulsionar o time em outras competições. “O campeonato é extremamente importante tanto para a economia quanto para quem torce. Ter agregado à marca do Banpará a ele é extremamente gratificante, pois temos milhões de paraenses torcendo. A Funtelpa, em parceria com a Federação e o Banpará, transformou esse campeonato que já tem o carinho do povo e eles tornaram ainda mais grandioso, apesar dos percalços desse ano”, ponderou Paola.

Pela primeira vez na história do campeonato, a final ocorreu de portões fechados, sem a presença das torcidas, com equipes de trabalho reduzidas e adoção de protocolos preventivos, como medição de temperatura, uso obrigatório de máscaras de proteção e álcool em gel.

 

Mas para compensar a ausência da torcida, o clássico “Rei da Amazônia” foi transmitido pela TV Brasil (TV aberta), TV Cultura (TV aberta), TV Meio Norte (TV aberta e fechada), Band-Macapá (TV aberta) e outras afiliadas. Dessa forma, o alcance da final chegou a quase todo o Brasil.

 

"O balanço é extremamente positivo. A nossa primeira experiência foi em 2019 com o campeonato e desde lá o Governo do Pará vem preparando essa evolução que o produto precisa, que ele possa atingir a grandeza do amor que a torcida tem pelo futebol do Estado e consequentemente pelo esporte. É uma coisa que impacta completamente na educação e divulga a nossa cultura. No momento em que temos uma final do campeonato paraense sendo transmitida para todo o Brasil com três redes nacionais parceiras é o reflexo de que esse projeto é vencedor e mostra o esporte de uma forma diferenciada, independente de pandemia. Até que ela nos ajudou bastante em nível de visibilidade porque com essa limitação do torcedor ir ao estádio de futebol, o evento se tornou uma grande reunião familiar e de amigos, de pessoas que celebram o esporte e o futebol", complementou Hilbert.

 

O titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Arlindo Silva, agradeceu o empenho dos profissionais das Secretarias de Estado de Saúde e de Segurança Pública e Defesa Social. “Estamos encerrando esse Parazão. Diante de toda essa pandemia que o mundo está vivendo, nós podemos destacar esse RexPa. Nunca houve uma final com clássico sem torcida, mas diante de todo o protocolo buscamos que as pessoas que jogaram e trabalharam não fossem contaminadas pela Covid-19 e o Governo do Pará teve essa preocupação”, disse.

 

Presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Adécio Torres, acredita que o campeonato superou a sua missão nesta edição. “Quero agradecer a Deus por ter me dado saúde juntamente com a minha equipe da Federação Paraense de Futebol, à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) que nos ajudou nesse campeonato, e ao Governo do Estado. Eu acredito que sem essas pessoas nós não teríamos chegado à essa final. O futebol paraense está de parabéns, hoje é um dia histórico com um clássico Rei da Amazônia de portões fechados. Acredito que chegamos até aqui porque trabalhamos dia e noite para não falharmos em nada. Nós conseguimos divulgar o nosso campeonato para todo o Pará e todo o Brasil”, afirmou Adécio.

 

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