Seel participa do revezamento da tocha paralímpica

Dois paraatletas apoiados pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) vão participar do revezamento da tocha paralímpica nesta sexta-feira, dia 2, em Belém: Elielson de Jesus Silva e Lucilene da Silva Souza. Eles irão se integrar ao grupo de 50 condutores que irão participar do revezamento, que terá percurso de 10 quilômetros pelas ruas da capital paraense. A capital paraense será a segunda cidade a receber a chama paralímpica. O percurso começa em Brasília, nesta quinta-feira, dia 1º de setembro, e segue para Belém, Natal, São Paulo e Joinville. Em seguida, a chama será enviada para o Rio de Janeiro, onde serão realizados os Jogos Paralímpicos a partir do dia 7 de setembro.

O corredor Elielson de Jesus Silva vai participar do revezamento da tocha paralímpica em Belém

 

De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), 285 atletas representarão o Brasil nos jogos Rio 2016, disputando medalhas em mais de 20 modalidades esportivas. Cada cidade será representada por um tema, e a escolhida para Belém foi a temática “determinação”. Os Jogos Paralímpicos serão disputados no Rio de Janeiro, entre os dias 7 e 18 de setembro.

Cerca de 50 condutores participarão do revezamento em Belém, que começará com o acendimento da chama, seguindo por vários locais de destaque cultural e histórico da cidade. Durante os dez quilômetros do percurso, haverá cinco paradas, em órgãos representativos na inserção social das pessoas com deficiência. Nesses lugares, ocorrerão apresentações esportivas e culturais.

A Seel vai participar do revezamento em um evento em um dos pontos de recepção à tocha, no Polo Sacramenta do Propaz. No local serão realizadas apresentações artísticas e esportivas, além de discursos do Presidente da Fundação Propaz, sr. Jorge Antônio Santos Bittencourt; da Secretária de Estado de Esporte e Lazer (Seel), sra. Renilce Nicodemos; e da titular da Secretaria Extraordinária de Integração e Políticas Sociais (SEEIPS), sra. Izabela Jatene.

A chegada da tocha paralímpica no polo Pro Paz do bairro da Sacramenta será às 11 horas desta sexta-feira, dia 2. Será realizada então a Cerimônia Oficial do Comitê Paralímpicos Internacional. Às 11h30 acontecerá a saída da tocha do Polo Propaz com a realização da cerimônia “Apoteose”, que terá a palavra de ordem “Determinação”, com a participação de grupos artísticos e com a formação de um corredor humano com os alunos dos polos Propaz.

A tocha dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 

 

A programação artística/esportiva no Polo do Propaz da Sacramenta vai começar às 10 horas, com apresentações de teatro e circo. Em seguida serão realizadas uma roda de capoeira, uma apresentação de balé clássico, uma demonstração de jiu-jitsu, apresentações de hip-hop, dança de salão, dança contemporânea e de percussão.

Após a sua saída do Propaz, a tocha paralímpica passará por visitações ao Serviço de Atendimento Básico em Reabilitação (Saber), Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Belém (Apae), Núcleo de Esporte e Lazer (NEL) e Ginásio Altino Pimenta, onde terá início o revezamento. Ao todo, serão 50 condutores participando do revezamento em um percurso de 10 km.

Belém foi a cidade escolhida para representar a região Norte do Brasil na cerimônia de acendimento da tocha das Paralimpíadas 2016. “Belém é a cidade com maior presença paralímpica da região, além de se destacar em investimento nessa área, com muitas crianças com deficiência sendo incluídas nas escolas. Esse é um exemplo que a gente quer multiplicar, para fazer com que isso seja visível a todo país e a gente consiga resultados tão bons como os daqui”, afirmou o diretor executivo de operações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Marco Aurélio Vieira.

O revezamento da tocha paralímpica em Belém será simultâneo ao acendimento da pira e revezamento do símbolo paralímpico na cidade de Stoke Mandeville, sudeste da Inglaterra, onde se originou a competição entre atletas que têm algum tipo de deficiência física.

Diferente da chama olímpica, que vem de Olímpia, na Grécia, a paralímpica é acesa na própria cidade que a recebe, simbolizando a inclusão e o calor humano e individual de cada pessoa que se sente atraída pelo movimento. A tocha paralímpica é similar à tocha olímpica. A diferença está nos detalhes das cores e da inscrição em braile das palavras coragem, determinação, inspiração e igualdade, que são os valores paralímpicos. Os jogos paralímpicos têm origem após a segunda Guerra Mundial, quando os sobreviventes que foram mutilados em combate tiveram atividades esportivas como parte do tratamento para melhorar a condição física e social na Inglaterra.

A chama dos jogos paralímpicos foi acesa no último dia 25, em Brasília, pelo presidente da República em exercício, Michel Temer, que passou a chama para o velocista e campeão paralímpico Yohansson do Nascimento. O atleta acendeu a lanterna que vai preservar o fogo até o início do revezamento, nesta quinta-feira, 1º de setembro. Mais de 700 pessoas irão conduzir a Tocha Paralímpica nas cinco Regiões do país até a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, no dia 7 de setembro.

Dos 258 atletas brasileiros, 16 representam a Amazônia nesta paralimpíada. Entre eles estão o velocista Alan Fonteles, do Pará, que ficou mundialmente conhecido em Londres-2012 depois de vencer o até então melhor do mundo Oscar Pistorius; e a velocista de Mato Grosso, Jerusa Santos, bronze nos 200 metros rasos, em Pequim e Prata nos 100 e 200 metros rasos em Londres.