Pará está pronto para ser um dos principais palcos esportivos do país, diz CBV

O superintendente de voleibol de quadra da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Renato D’Ávila, disse em entrevista exclusiva ao site da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) que o Pará está definitivamente pronto para atender à demanda dos jogos da Superliga, do Grand Prix e da Seleção Brasileira de Vôlei. A combinação positiva é a junção da qualidade técnica e funcional da Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho, da mão-de-obra local e do calor da torcida paraense, que lotou o ginásio para assistir ao jogo entre Brasil Kirin e Sesi/SP, realizado pela primeira vez na região Norte do País.

O jogo valeu pela oitava rodada da Superliga Masculina e reuniu em quadra na última quarta-feira estrelas e campeões olímpicos como o levantador Bruninho, uma das fortes contratações do Sesi paulista para a temporada da Superliga. Segundo Renato D’Ávila, os ídolos do voleibol masculino também atraem e querem mostrar ao resto do País os rendimentos positivos da prática do voleibol. O superintendente também elogiou a atuação da Federação Paraense da modalidade que tem contribuído muito para o crescimento e revelação de novos talentos ao segmento.

D’Ávila também disse que já conhecia o Estado desde 2015, quando visitou as obras da arena e naquele momento deixou a proposta ao Governo do Estado para realização de uma partida amistosa de voleibol durante a inauguração da casa. “Fomos atendidos e isso nos deixou muito felizes”, destacou, completando ainda que, dependendo da intenção dos clubes mandantes de jogos da Superliga em realizar partidas fora do eixo sul/sudeste, a CBV está pronta para apoiar. “Nós queremos descentralizar o certame e o clube mandante que quiser acompanhar nossa ideia, terá o nosso aval”.

A Superliga de Vôlei Feminino também realizou uma partida na cidade de Manaus, capital do Amazonas, com público recorde de cinco mil pessoas. Em Belém, a versão masculina da competição também atraiu um público em torno de sete mil pessoas, que desde as primeiras horas da noite já se concentrava em frente aos portões de acesso do Mangueirinho, único ginásio climatizado da região Norte. “O Mangueirinho é único no Brasil com essa estrutura climatizada, versatilidade, acesso de público, uma obra fantástica”, disse Roberto D’Ávila, que também é diretor-geral da Superliga de Voleibol.

Paraenses – O reconhecimento da obra física da Arena Guilherme Paraense, o Mangueirinho, já foi comprovado, mas para quem atua no esporte, a maior importância é o fator humano. Nesse aspecto, Roberto D’Ávila destaca a qualidade da mão-de-obra de professores e técnicos que atuam no voleibol. Ele disse que quando esteve “mapeando” os resultados do voleibol pelo Brasil, o Pará lhe chamou atenção pelos resultados em quadra e pelo empenho dos profissionais. “O Pará é destaque nas categorias de base do voleibol brasileiro”, elogiou.

A qualidade foi reconhecida pela CBV ao usar os seguintes profissionais no jogo da Superliga: Biratan Palmeira, segundo árbitro; Macrina Montenegro, anotadora; Cecília Loureiro, contadora; Hugo Montenegro, placarista; e os bandeirinhas: Evanilson Matos, Salim Kahyat, Sérgio Almeida e Jamerson Leal. Vale lembrar que todos esses profissionais também compuseram a equipe de arbitragem dos Jogos Abertos do Pará, em 2015, realizado pela Secretaria de Esporte e Lazer (Seel).

O legado, segundo Roberto D’Ávila é um reconhecimento que também se estende à equipe da Seel e em especial à secretária Renilce Nicodemos, que à frente da gestão esportiva tem desenvolvido um trabalho diferenciado e com grande leque de oportunidades e movimentando a cadeia produtiva os grandes eventos esportivos, atraindo novos empreendimentos e gerando emprego e renda na capital paraense.

Foto: Ray Nonato