Pará é campeão brasileiro de Muay Thai

O Pará conquistou o título de campeão por equipe do II Open Brasil de Muay Thai Tradicional, disputado nos últimos dias 10 e 11 na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Composta por 35 atletas, a seleção paraense conquistou 21 medalhas de ouro e 14 prata na competição promovida pela Confederação Brasileira de Muaythai e MuayBoran. A delegação do Estado foi composta por lutadores de várias equipes, de diversos municípios. A seleção esteve na manhã desta sexta-feira, dia 17, na sede da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), para agradecer à titular da Seel, Renilce Nicodemos, pelo apoio recebido para a participação na competição. A Secretaria custeou os uniformes usados pelo time paraense no campeonato. Outro destaque do Estado na competição foi a atuação da árbitra internacional Juliana Leite. A paraense é uma das duas mulheres brasileiras com certificado internacional de arbitragem emitido pela IFMA (International Federation of Muaythai Amateur).

Renilce Nicodemos parabenizou os atletas pela conquista e ressaltou a importância social do esporte, como um importante meio de afastar crianças e jovens da violência, da marginalidade e das drogas. A secretária também pediu o apoio dos atletas em ações de combate ao uso das drogas pelo interior do Estado: “É uma situação que está alastrada não só na capital, como por todo o interior do Estado. É muito triste ver um pai, uma mãe, chorando por um filho que está envolvido com as drogas. E como vocês são exemplos para a juventude, será muito importante contar com a participação de vocês em ações de combate às drogas em municípios que estão sofrendo muito com este problema.” O presidente da Federação de Muaythai Tradicional do Estado do Pará (FMTTEPA), Agnaldo Silva, se colocou à disposição da campanha: “A federação está à disposição, com seus dirigentes, treinadores, atletas, para dar total apoio nestas ações junto à juventude. Nossos atletas podem levar muita motivação para os jovens. Acredito que todos nós podemos colaborar.”

O título nacional comprova o crescimento da modalidade no Estado: em 2014, antes da criação da federação, o Pará participou com apenas oito atletas. Segundo Agnaldo Silva, este desenvolvimento foi alcançado graças à organização do esporte após a criação da federação, o que aconteceu em dezembro de 2014, além da parceria com a Seel: “Desta vez, a gente chegou logo impactando, com todo mundo uniformizado. E também na hora da luta, todo mundo com a camiseta da federação. O trabalho sério que vem sendo desenvolvido pela federação permitiu a consolidação da parceria com a Seel. E esta visibilidade em relação à Secretaria de Esporte tem ajudado muito. Não há necessidade de altos valores para ajudar o muay thai, é preciso bem pouco. Mas é importante um planejamento a longo prazo. Uma seriedade que é respaldada por um órgão de Estado como a Seel é fundamental para o esporte ter uma base no Estado.”

Segundo a diretora de projetos sociais da Federação, Luciana Silva, a conduta profissional da entidade serviu de amparo para o crescimento do esporte no Pará: “A federação tem apenas dois anos de fundação. Em 2014, a seleção representou o Pará, mas ainda não havíamos constituído a federação. Ainda estava na fase de regularização da documentação em cartório. Nesses dois anos para cá, foi justamente o trabalho organizado da federação que tem feito a diferença. Desde se tratando de um mínimo evento, até um evento como o Campeonato Paraense, como o Norte/Nordeste ou o Campeonato Brasileiro, sempre é tudo muito organizado, com padronização de uniforme, sempre com respeito. O Pará tem hoje mais de 40 árbitros formados pela federação, que trouxe o curso e que conseguiu levar no ano passado a Juliana (Leite, diretora de arbitragem da federação), que é árbitra internacional, para Bangcoc para fazer o curso lá. A federação também trouxe o curso para cá. Então, o Agnaldo sempre tenta assim, padronizar e organizar. Ao longo desses dois anos, a federação conseguiu entregar todo o cronograma. Inclusive, a agenda prévia de 2017 já está definida, o que permite aos atletas e às equipes também possam se organizar. Tanto para treinos quanto para a busca de recursos. Para um patrocinador poder colocar o nome, a imagem dele junto a um atleta, é preciso que haja esta organização. Então, este foi o ponto principal da federação, foi trabalhar dois anos de forma organizada e cumprindo todos os eventos. E esse apoio da Secretaria foi fundamental porque o atleta se sente valorizado, ele tem uma base. Este envolvimento pessoal da secretária é também muito importante.”