Novidades tecnológicas em primeira mão na Feira Estadual Existir

Entre os vários atrativos da I Feira Estadual Existir, realizada nos últimos dias 6, 7 e 8 no Teatro Maria Silvia Nunes, na da Estação das Docas, foram as novidades tecnológicas que já estão à disposição das pessoas com deficiência. Vários estandes de expositores reuniram e apresentaram ao público presente diversos tipos de aparelhos, órteses e próteses que facilitam e melhoram a qualidade de vida. A I Feira de Ações Integradas à Pessoa com Deficiência e a II Feira Paraense de Tecnologia Assistiva, Acessibilidade e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência foram realizadas paralelamente ao V Fórum de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência. O evento foi promovido pelo governo do Estado, por meio do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Alguns projetos da feira foram destaque, como o automóvel totalmente adaptado para ser conduzido por pessoas com diversos tipos de deficiência, além da casa adaptada para cadeirantes. As mesas, móveis, pias e espelhos foram todos colocados de acordo com as regras da ABNT e garantem a acessibilidade necessária para qualquer deficiente.

As órteses, que têm a função de auxiliar os movimentos de um membro comprometido, e as próteses, que substituem membros que não existem, estavam em exposição no estande do Labta. Os materiais são recicláveis feitos com PVC, papelão, plástico, couro, borracha, o que os torna de baixo custo e acessíveis a todos. No estande há colheres e garfos para quem perdeu a força nas mãos e quer independência na hora de se alimentar, próteses e órteses para a mobilidade das mãos e pés, entre outros. Todo o material é feito sob medida para o paciente e doado pelo Labta.

Além dos equipamentos expostos, a Feira também ofereceu ao público mesas temáticas e palestras com diversos especialistas da área. Para falar das últimas pesquisas, o pós-doutor em Mecatrônica, doutor Marcelo Henrique Stoppa palestrou no Teatro Maria Sylvia Nunes sobre o Desenvolvimento de Próteses Economicamente Acessíveis. Ele destacou os desafios em se produzir materiais específicos às necessidades de cada paciente e ressaltou que, com o tempo, as próteses e órteses vão sendo aperfeiçoadas. Ele mostrou uma prótese que obedecia por comando de voz a ação de pegar o copo e soltar o copo.

O evento reuniu pesquisadores, fabricantes de equipamentos e tecnologias para pessoas com deficiências, discutiu leis e melhorias na qualidade de vida, abordou tecnologia assistiva e acessibilidade, geração de empregos e tantos outros assuntos que são do interesse de um numeroso público de cidadãos brasileiros: 25% da população do Brasil, ou seja, um em cada quatro brasileiro é possui algum tipo de deficiência. A feira foi destinada não somente a estas pessoas com deficiências, mas também a seus familiares, e profissionais do setor de inclusão, reabilitação, acessibilidade, educação e tantos outros. A feira mostrou as inovações tecnológicas nessa área servindo como vitrine para as discussões teóricas e práticas que se desenvolvem no universo acadêmico.

 

 

 

Texto e foto: Antonio Darwich / Ascom Seel