Kite Romaria reúne 49 velejadores

A Kite Romaria do Círio 2016 reuniu 49 velejadores em sua quinta edição, realizada no último sábado, dia 15, em trajeto da orla de Icoaraci até o Ver-O-Rio, em Belém. O evento foi promovido pela Federação de Surf Paraense (Fesurpa) e os participantes saíram às 14 horas e chegaram às 17h. “Em certos momentos, o vento não ajudou e ficou bem fraco, o que fez os velejadores demorarem mais para chegar até o final do trajeto”, afirmou Humberto Teixeira "Maiandeua", presidente da Fesurpa e organizador do evento. A Kite Romaria contou com apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), da Capitania dos Portos e do Corpo de Bombeiros.

O kitesurfe atrai cada vez mais adeptos no Pará e os seus praticantes fazem planos de novas competições e eventos para acompanhar esse crescimento. “Vamos organizar competições locais e estamos trabalhando para realizar no Pará o Campeonato Brasileiro de Kitesurf. O esporte vem crescendo no Estado, já temos 500 participantes de kite no Estado e este número está crescendo cada vez mais”, diz Humberto “Maiandeua”.

Os novos praticantes também já contam com orientação de instrutores para os primeiros passos no esporte, que também conta com projeto de popularização junto à população carente: “Já contamos com vários instrutores no Estado. Estamos trabalhando com uma escolinha em Icoaraci para crianças carentes, junto com a instrutora Alvelina Fontes e com professor Jeferson ‘Dr. Kite’, um dos instrutores mais antigos do Estado e que hoje é uma referência pra gente”.

Humberto “Maiandeua” afirma que a federação de surfe vai se reorganizar para abarcar outros esportes radicais: “A Federação de Surf Paraense (Fesurpa) vai ser extinta para possibilitar a criação da Ferpa (Federação de Esportes Radicais Paraense), logo no início de 2017. Esta federação vai trabalhar com kite surf, patins inline, stand up paddle, motocross, surf, slackline, entre outros esportes radicais. Ela será agregada à Confederação Brasileira de Esportes Radicais e à Associação Brasileira de Kitesurf (ABK). O objetivo da mudança é o de fortalecer o kite no Pará. Através da parceria com a ABK, vamos oferecer clínicas para velejadores e para instrutores e pretendemos para o ano que vem implantar competições de freestyle no Estado, em que os atletas fazem manobras e saltos. Por enquanto, só temos aqui realização de regatas e downwind (percursos na direção do vento). Houve mudanças nas regras do freestyle e queremos nos preparar para poder realizar este tipo de evento”.

Para o verão de 2017, Humberto “Maiandeua” anuncia a realização do Projeto Marajó de Kitesurf: um trajeto downwind, de Salvaterra, no Marajó, até Belém, atravessando a baída do Guajará. “Vai ser um evento diferenciado dos que são realizados no Nordeste, que geralmente têm percursos beirando a praia. Mas nós vamos fazer a travessia da baía. Vai ser só com velejadores com pelo menos mais de três anos de experiência, para ter mais segurança. Estamos indo para lá, para saber quantos quilômetros vai dar e para fazer um estudo e um mapeamento da região, de lancha e também de helicóptero”.

Kitesurf – O kitesurf, kiteboarding ou flysurf foi inventado em 1985 por dois irmãos franceses, Bruno e Dominique Legaignoux e começou a chamar atenção dos adeptos de esportes radicais nos anos 1990. Este desporto aquático usa uma pipa (chamada de kite) e uma prancha com ou sem alças. A pessoa, com a pipa presa à cintura através de um dispositivo chamado trapézio, coloca-se em cima da prancha, comanda o kite com a barra, e sobre a água, é impulsionada pelo vento que atinge pipa. Ao controlá-lo, através de uma barra, consegue se deslocar escolhendo um trajeto, pegando ondas ou fazenod saltos. Este esporte encontra-se num momento de grande popularidade e em crescente prática no Brasil e no mundo. O nome resulta da junção de duas palavras inglesas: "kite", que significa pipa, e "kurf", do verbo inglês "to surf", que significa "navegar".

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