Judoca do Pará é campeão em Portugal

24/11/2016

O judoca paraense Milton Rafael Ribeiro de Miranda, atleta do programa Bolsa Talento, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), conquistou a medalha de ouro na categoria peso meio-pesado (-100kg) na International Kiyoshi Kobayashi Judo Cup. A competição reuniu 111 atletas de vários países e foi disputada no dia 29 de outubro na cidade de Entrocamento, em Portugal. O faixa preta de 24 anos disputou quatro lutas até chegar ao título. Em novembro, ele conquistou a medalha de prata na categoria meio-pesado (-100kg), na International Cielo Judo Cup, disputada em Fortaleza (CE), no último dia 12. Também neste mês, Rafael Ribeiro conquistou a medalha de bronze na categoria peso meio-pesado (-100kg) nos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), disputados em Cuiabá. No mesmo torneio, ele ficou em 5º lugar na categoria Absoluto (sem limite de peso) e foi o 5º colocado por equipe, com a seleção paraense. Ele participou destas competições com apoio da Seel.

Agora, Rafael Ribeiro está de olho na disputa das seletivas para a seleção brasileira, que irá encarar a partir do próximo ano. Como a primeira seletiva olímpica será em janeiro de 2017, ele vai tentar acumular pontos nas próximas competições para poder participar da segunda etapa da seletiva olímpica para Tóquio 2020, que vai ser em janeiro de 2018.

A Confederação Brasileira de Judô decidiu este ano mudar a forma de acesso à seleção brasileira. A partir de 2017, será instituído o Ranking Nacional Sênior, que vai premiar os atletas que forem mais regulares dentro do país ao longo da temporada com a oportunidade de representar o Brasil em competições e treinamentos internacionais. O modelo é muito parecido ao que é adotado pela Federação Internacional de Judô (FIJ) como forma de classificação para os Jogos Olímpicos e também ao que é adotado pela Gestão das Categorias de Base da CBJ desde 2013.

Serão quatro competições que valerão pontos para o Ranking Nacional: Campeonato Estadual (ou competição equivalente indicada pela Federação Estadual), Campeonato Brasileiro Regional, Troféu Brasil de Judô e Campeonato Brasileiro Sênior Final. Com o novo ranqueamento, a seleção, a partir de 2018, será definida de uma forma que irá classificar automaticamente para a seleção o campeão do Ranking Nacional de cada categoria olímpica ao fim do ano; judocas que estejam na zona de ranqueamento olímpico da FIJ, contanto que tenham disputado ao menos uma competição válida para o Ranking Nacional; além disto, estarão classificados para a Seletiva Tóquio 2020 os atletas colocados do 2° ao 9° lugares do Ranking Nacional. Mas a CBJ poderá, atendendo a critérios técnicos, indicar atletas para a Seletiva Tóquio 2020, independentemente do ranking.

“A minha expectativa para o ano que vem é me classificar nessas competições que valem pontos para o raking, para me classificar para a seletiva de 2018”, diz o judoca paraense. A próxima etapa de sua preparação será a disputa da última competição do calendário de 2016, o torneio de enceramento da Federação Paraense de Judô (Fpaju). Líder do ranking estadual sênior e 5º colocado no ranking estadual geral estadual, ele festeja as mudanças na regra de classificação para a equipe nacional que irá começar em 2017 um novo ciclo olímpico, visando os Jogos de Tóquio de 2020. Anteriormente, só podiam disputar as seletivas para entrar no time nacional os campeões de cada categoria de duas competições, o Campeonato Brasileiro e o Troféu Brasil: “O processo para entrar na seleção brasileira vai mudar. Agora, será necessário ficar entre os 9 primeiros do ranking nacional para ser convocado para uma seletiva olímpica. Para o ranking valem os campeonatos estaduais, o Campeonato Brasileiro Regional, o Campeonato Brasileiro Sênior Final e o Troféu Brasil de Judô. Até este ano, só entrava numa seletiva quem era campeão brasileiro sênior ou do Troféu Brasil. Não existia classificação por ranking. Essas quatro competições vão valer para o ranking e o ranking vai classificar para a seletiva. Além disto, o ranking nacional não existe para a minha categoria, a sênior, mas vai começar a ser feito em 2017”, explica Rafael.

O Campeonato Brasileiro Regional do qual o Pará faz parte reúne também os Estados de Amazonas, Amapá, Ceará, Maranhão e Piauí. “O Troféu Brasil de Judô Interclubes é a competição mais forte do Brasil, porque é uma competição aberta: não tem limite em número de inscrição por Estado, porque os atletas são inscritos por clubes. No Brasileiro Sênior, vai um judoca por Estado porque os judocas são inscritos pelas federações estaduais e não por clubes”, avalia o judoca.

A temporada 2016 tem sido agitada para o judoca. Este ano, ele já havia conquistado duas medalhas de ouro na Liga de Desporto Universitário de Lutas (LDU), disputada em junho, em Manaus. O torneio nacional reuniu 700 atletas de todo o Brasil, com chancela da Confederação Brasileira de Judô. Nesta competição, ele foi campeão nas categorias peso médio (90kg) e Absoluto (sem limite de peso). Além disso, ele foi medalha de prata por equipe com a seleção paraense. O atleta paraense também conquistou a medalha de prata no Campeonato Brasileiro Região 1.

Milton Rafael Ribeiro de Miranda treina judô desde os 8 anos e começou a competir aos 12. Ele já fez cinco viagens com a seleção brasileira para competições do circuito mundial, com apoio da Seel. O seu melhor resultado foi a sétima colocação em uma destas etapas. Os seus primeiros treinadores foram seus tios, Alam Saraiva e Rosângela Ribeiro. Como eles atualmente moram fora de Belém, o seu atual sensei é Emanoel Mendes, da academia da Cia Athletica.

Texto e fotos: Antonio Darwich (Ascom/Seel)