Evento da Seel aquece economia em Fortalezinha

A 1ª Regata de Kitesurfe realizada com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), na praia de Fortalezinha, durante o segundo fim de semana do verão paraense, aqueceu a economia do pequeno vilarejo. “Tá muito bom porque nós esperávamos um aumento de público só perto do final do mês. Então, com tanta gente participando do evento e visitando Fortalezinha, o comércio agradece”, disse Jacinto Teixeira, que mantém um bar e restaurante à beira da praia. Para receber o público extra, ele aumentou o estoque de mercadoria e vem trabalhando muito ao lado da esposa. “Tomara que continue esse movimento, pois será excelente para nós”, completa. A Regata atraiu dezenas de velejadores e muitos veranistas que foram visitar o local pela primeira vez.

Para chegar a Fortalezinha, velejadores do kitesurfe e veranistas precisaram enfrentar horas de estrada.  A saída de Belém ou Ananindeua foi pela BR-316 até à altura do município de Castanhal. A viagem seguiu cortando os municípios de Igarapé-Açu e Magalhães Barata. Na rota pela estrada PA-430, já no município de Maracanã, foi dada uma pausa no balneário da Vila Martins Pinheiro, onde um rio foi transformado num piscinão. Crianças e jovens faziam a festa durante o banho e matando o calor de mais 30 graus.

A PA-430 não está asfaltada, por isso, o motorista precisa ter muito cuidado na estrada. Até a vila do 40 do Mocooca são mais de 30 quilômetros de aventura. Para quem recebe os visitantes, nada melhor do vê-los chegar. “Que alegria. O nosso verão será muito bom”, disse empolgada a comerciante Sonia Costa, que mora no local há mais de 50 anos. “Nosso igarapé é muito bom, a água é limpa e temos tudo para viver um bom verão”, completou.

A chegada a vila do 40 do Mocooca ocorreu após três horas de viagem. O local é o ponto da travessia para Fortalezinha. A passagem custa R$ 5,00. O comerciante Aguiar Lima da Conceição, 63, pediu mais atenção e melhoria para o local. “Fortalezinha é um lugar muito bonito, mas precisa de melhorias”, conta. O maior problema é o acesso ao trapiche. As passarelas construídas em madeira necessitam ser trocadas para evitar acidentes.

Também é importante ressaltar que em Fortalezinha é proibida a circulação de carros. Por isso, todos os veículos ficam estacionados na vila do 40 do Mocooca. Alguns moradores cobram uma taxa pelo serviço. A travessia também funciona de acordo com o ritmo das marés. O melhor momento é quando a maré está enchendo, pois ainda é possível ver os degraus das escadas e passarelas até o trapiche.

A travessia até Fortalezinha dura vinte minutos. As embarcações passam por vários currais de pesca e o visitante também pode admirar a paisagem e as praias com coqueirais e pequenas casas de ribeirinhos. Para quem quiser embarcar nessa aventura, os acessos podem ser consultados no Terminal Rodoviário de Belém.