Esquema de segurança garante tranquilidade durante o jogo entre Paysandu e Fluminense

Os torcedores do Paysandu fizeram uma festa na chegada ao Mangueirão, na tarde desta quarta-feira, 26, para acompanhar o jogo entre Paysandu e Fluminense pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Trinta e cinco mil ingressos foram colocados à venda. Visando manter a segurança, a Polícia Militar, em parceria com vários órgãos estaduais, organizou um esquema especial de segurança envolvendo 350 homens. A Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (Seel), gestora do Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, comandou uma equipe de 150 pessoas no trabalho.

O esquema de funcionamento do Mangueirão envolve médicos, ambulâncias, homens do Corpo de Bombeiros, Juizado da Infância e Juventude e Polícia Civil, entre outros. O acesso ao estádio foi considerado tranquilo pelos torcedores. Agentes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) orientaram os condutores na área do anel viário do Entroncamento, que dá acesso à rodovia Augusto Montenegro. O tráfego na rodovia Transmangueirão ganhou mão única. As delegações do Paysandu e do Fluminense chagaram ao estádio pelo portão B-1 e foram acompanhadas por policiais militares.

Segundo o tenente coronel da Polícia Militar, Sidney Profeta, que comandou a operação de segurança no Mangueirão, o efetivo de 350 policiais foi espalhado por pontos estratégicos do estádio, como portões, todas as bilheterias, na rampa de acesso às cadeiras e arquibancadas.

Segundo o médico Jaime Bastos, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Mangueirão dispõe de dois ambulatórios, que funcionam em consonância com o que determina o Estatuto do Torcedor, ou seja, para cada dez mil pessoas o estádio precisa dispor de equipes com um médico, um enfermeiro e três técnicos de enfermagem. “Estamos de plantão para atender as emergências nos dois ambulatórios do estádio”, informou.

No caso de jogos com grande volume de público, a Sespa também usa hospitais de referência. No jogo entre Paysandu e Fluminense, foram colocados como postos de retaguarda o Abelardo Santos, em Icoaraci; Hospital de Clínicas, no bairro da Pedreira, e o Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Os casos mais comuns no atendimento, segundo o médico, são de pressão alta e dores de cabeça. “Em todos os nossos plantões não tivemos problemas”, garantiu.

Festa – Antes do jogo começar, a fiel bicolor fez a festa. As irmãs Jessica e Juliana Haussler elogiaram o esquema de segurança do governo do Estado. As jovens disseram que não encontraram problemas no trânsito e acharam o aparato importante para manter a ordem no estádio. A partida estava marcada para as 19h30, mas os portões do Mangueirão foram abertos às 16h30 para facilitar o acesso. Quem optou em chegar cedo não enfrentou congestionamento no trânsito.

A torcedora Marcia Miralha era só sorriso. “Vamos ganhar”, disse. O torcedor Elias Junior, acompanhado da filha de 7 anos, também estava otimista e elogiou a segurança do estádio. “Está tudo tranquilo”, avaliou. A atleta de jiu-jítsu Carmem Casca Grossa, acompanhada dos amigos Jordan Pinto e Wendel Pantoja, também prestigiou o time bicolor usando uma camisa especial. “Somos paraenses e temos muito orgulho da nossa gente”, disse.

Eliminação - Apesar da grande festa comandada pelos torcedores do Paysandu, o time acabou sendo eliminado da Copa do Brasil por um placar de 2 a 1. O Fluminense fez 1 a 0 ainda no primeiro tempo, com gol de Cícero. Pouco antes do intervalo regulamentar, o Papão deixou tudo igual com gol de penalty de Yago Pikachu. No início do segundo tempo, o Fluminense fez o seu segundo gol com Marco Júnior, e segurou o placar até o final da partida, tirando do rival a chance de permanecer no campeonato.

Selma Amaral
Secretaria de Estado de Esporte e Lazer