Competição de triathlon em Mosqueiro classifica para Copa Brasil

A segunda etapa do Campeonato Paraense de Triátlon, realizado na manhã de domingo, 19, na praia do Murubira, em Mosqueiro, rendeu vaga para Copa Brasil da modalidade, que será realizada em Vila Velha (ES), no mês de novembro. O evento teve duas boas características: o retorno das competições e a participação de crianças em idade de 7 a 13 anos; o que garante a continuidade do amor pelo triathlon. O site da Seel vai mostrar a classificação.

“Triathlon não é fácil, pois exige muito do atleta, além de ser uma modalidade com custos elevados em função dos acessórios e equipamentos usados”, destacou o presidente da Federação Paraense de Triathlon, Jorge Carlos da Cruz, um ex-atleta com formação em gestão pública e interessado em resgatar a força da modalidade no Estado. “Precisamos nos reorganizar para dar suporte à nova geração e aos que amam praticar o triathlon e que são representantes do Pará em competições oficiais organizados pela Confederação e pela União Internacional de Triathlon”, completou o presidente.

A prova deste domingo, em Mosqueiro, reuniu cem participantes nas categorias infantil, alto rendimento, Junior, sub-23 e elite. O circuito oficial para os atletas era de 750 metros da prova de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros para corrida. A prova valia ranking para Copa Brasil, evento organizado pela CBTri em Vila Velha, espírito Santo, em novembro deste ano.

Entre os atletas do chamado pilotão de elite, o clima de otimismo. O atual campeão paraense dessa categoria é Emerson Vale, 29, atleta do programa Bolsa Talento da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel). “Estamos querendo participar da Copa Brasil para melhorar o desempenho paraense. Eu treino muito, mas consigo conciliar estudo, trabalho e eventos de triathlon que a gente participa da organização”, disse o triatleta, atual líder do ranking paraense, pois venceu a primeira etapa do campeonato que foi realizado em Marabá.

Outro nome positivo de triathon paraense é Wendel Gabriel, 18, atleta com boa formação educacional e que vem treinando em São Paulo com o técnico Cali Amaral, considerado um dos melhores do Brasil. “Eu vivo exclusivamente para o triathlon, apesar das dificuldades e dos desafios, mas tenho meu ideal de ser um grande triatleta paraense”, disse. Entre as mulheres, o nome mais citado é de Cris Seabra, 40. Ela pede mais apoio para as competições e considera que o Pará está atrasado em seu calendário. “Hoje é um dia importante porque estamos retornando nosso calendário de competição, embora com atraso, mas com entusiasmo”, disse bem confiante no seu melhor desempenho que é a corrida de longa distância.

Entre as novatas, Geovana Cruz, 17, e Claudiene Santos são as promessas dos treinadores. Já o pedreiro Cleiton Almeida é o exemplo de que o esporte impõe desafios, mas revela força de vontade e determinação indescritíveis. “Eu estou no triathlon há sete anos, é um sonho, apesar das dificuldades da vida”, disse. Entre os pequenos o destaque ficou para Gabriela Almeida Rodrigues, de apenas 8 anos. A menina chegou em primeiro lugar na sua categoria infantil e deixou a mãe, Alcilene Almeida, toda orgulhosa. “Eu tô emocionada e vou incentivar a carreira de atleta da minha filha”, disse.

Gabriela faz parte do time do Centro Educacional de Triatlhon, coordenado pelo professor Manoel Almeida e que já revelou muitos talentos na modalidade. A competição de domingo também serviu para capacitação de oficiais ou árbitros de triathlon com certificação da CBTri. “Ainda teremos programação na Fabel sobre essa capacitação de árbitros”, disse Jorge Cruz, presidente da Federação Paraense de Triathlon, que ganhou da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), Corpo de Bombeiros, Cruz Vermelha Brasileira, Sesma, Guarda Municipal e Prefeitura de Belém, por meio da Agência Distrital de Mosqueiro.

Foto: Sidney Oliveira / Agência Pará