Belém representa o Norte no revezamento da tocha paralímpica Rio 2016

Belém foi a cidade escolhida para representar a região Norte do Brasil na cerimônia de acendimento da tocha das Paralimpíadas 2016. A chama paralímpica vai percorrer cinco cidades brasileiras antes de chegar ao Rio de Janeiro, sede das competições. Na manhã desta terça-feira (21), durante reunião no Palácio do Governo o projeto foi apresentado ao governador Simão Jatene e ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.

Diferente da chama olímpica, que vem de Olímpia, na Grécia, a paralímpica é acesa na própria cidade que a recebe, simbolizando a inclusão e o calor humano e individual de cada pessoa que se sente atraída pelo movimento. “É uma chama completamente diferente”, define o diretor executivo de operações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Marco Aurélio Vieira.

“Belém não é só a terra do Alan Fonteles, mas é a cidade com maior presença paralímpica da região, além de se destacar em investimento nessa área, com muitas crianças com deficiência sendo incluídas nas escolas. Esse é um exemplo que a gente quer multiplicar, para fazer com que isso seja visível a todo país e a gente consiga resultados tão bons como os daqui”, reiterou o diretor, para quem a reunião com o Governo do Pará foi produtiva “não só pela oportunidade de expor o projeto, mas pelo total apoio recebido por parte do Estado”.

Para o governador Simão Jatene, o simbolismo da competição contribui para que a sociedade esteja atenta para o cotidiano das pessoas com deficiência. “O ser humano tem uma fantástica capacidade de superação, mas isso nem sempre é reconhecido no nosso dia a dia. Apesar de convivermos com essa realidade, muitas vezes não valorizamos o desempenho e nem percebemos as necessidades diferenciadas desses cidadãos”, destacou, ao confirmar o apoio do Estado.

O revezamento da tocha paralímpica em Belém é no dia 2 de setembro e coincide com o acendimento da pira e revezamento do símbolo paralímpico na cidade de Stoke Mandeville, sudeste da Inglaterra, onde se originou a competição entre atletas que têm algum tipo de deficiência física. Antes, a tocha vai passar pela cidade de Brasília (DF) e, em seguida, por Natal (RN), São Paulo (SP), Joinville (SC) e Rio de Janeiro (RJ), cada uma representando uma região brasileira.

O prefeito Zenaldo Coutinho acredita que o evento em Belém vai ter um grande engajamento social na garantia dos direitos de pessoas com deficiência. “A gente festeja a vinda dessa cerimônia para Belém como representante da região Norte e, principalmente, a oportunidade de fortalecer a cultura de respeito às diferenças, além de chamar a atenção da sociedade para a causa das pessoas com deficiência”.

A reunião também teve a participação de Fernando Nunes, responsável pelo tour da tocha paralímpica; da secretária de Estado de Esporte e Lazer, Renilce Nicodemos, e do diretor de Jornalismo da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Paulo Silber.

A tocha paralímpica é similar à tocha olímpica. A diferença está nos detalhes das cores e da inscrição em braile das palavras coragem, determinação, inspiração e igualdade, que são os valores paralímpicos. Os jogos paralímpicos têm origem após a segunda Guerra Mundial, quando os sobreviventes que foram mutilados em combate tiveram atividades esportivas como parte do tratamento para melhorar a condição física e social na Inglaterra.

Por Dani Filgueiras / Agência Pará

Foto: Antônio Silva / Agência Pará