Arbitragem dos Jogos Abertos tem caráter preventivo e educativo

A arbitragem dos Jogos Abertos do Pará tem apresentado durante as regionais uma participação intensiva, com regras baseadas em ações preventivas e educativas. Formato que apresenta resultado positivo, segundo o professor Ruy Amanajás, coordenador de arbitragem dos Jogos Abertos do Pará. A cada etapa da competição, uma média de 25 profissionais entra em quadra para apitar as partidas. O desempenho de cada um é analisado pelos coordenadores de arbitragem, de modalidades, além do coordenador-geral.

“A avaliação é rigorosa, pois ainda tem a questão técnica e a adaptação do profissional ao local onde ele está trabalhando”, destaca Ruy Amanajás. Para garantir o trabalho da arbitragem, a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) mantém parceria com as Federações das modalidades que compõem os Jogos Abertos. As indicações são das federações, porém, há casos em que a Seel tem a liberdade de fazer a escolha, mas sempre levando em conta a qualificação do árbitro.

Para se candidatar à vaga de árbitro, a Seel exige, em primeiro lugar, a formação superior na área de educação física, depois a federalização do árbitro e sua experiência profissional. Também é avaliado o comportamento social e “olhar” que esse profissional fará de cada lugar que está ou estará trabalhando. “Os Jogos Abertos percorrem vários municípios com realidades diferentes daquilo que estamos acostumados. Por isso, a arbitragem precisa acompanhar e ter a compreensão, a leitura de que o trabalho terá que ser diferenciado”, explica o coordenador, que mantém ainda rotina de preparação ao trabalho para os Jogos Abertos com clínicas de qualificação profissional direcionada ao lado psicológico.

Passadas quatro fases dos Jogos Abertos, ainda há o interesse em desenvolver clínicas de arbitragem nos municípios envolvidos com os jogos, expondo as regras, que para em alguns casos são adaptadas considerando que a competição reúne atletas com faixa etária diferenciada. Um exemplo é o basquete. A regra da modalidade exige quatro períodos de 10 minutos, mas no Joapa, o tempo cai para 8 minutos. O futebol de areia, que está sendo realizado pela primeira vez nos Jogos, também tem regras diferentes do chamado “beach soccer” que é muito praticado pelo Brasil afora.

Ainda sobre as atividades de arbitragem, os candidatos interessados precisam procurar as federações para fazer o curso. Na maioria dos casos, segundo o professor Ruy Amanajás, o curso dura em média dois meses entre as fases da teoria e da prática. “O importante é a pessoa gostar daquilo que se propõe a fazer. Nos Jogos Abertos temos a felicidade de contar com profissionais qualificados e dentro do perfil previsto no regulamento dos jogos. Esperamos terminar a competição nesse clima de tranquilidade e com a avaliação positiva”, disse o professor que é árbitro de basquetebol há 28 anos e membro da Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB) e da Federação Internacional de Basquetebol (Fiba).

 

Foto: Antônio Silva / Agência Pará de Notícia