Telhado do ginásio multiuso do Mangueirão começa a ser erguido nesta sexta

Entra em funcionamento nesta sexta-feira, 14, em Belém, um dos maiores guindastes de obras de construção civil do país. O equipamento veio de Manaus (AM), via balsa, e chegou à capital paraense na semana passada, para içar as torres de sustentação do telhado do Ginásio Poliesportivo do Estádio Olímpico do Pará, localizado na rodovia Augusto Montenegro. A obra é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Obras Públicas (Seop) e de Esporte e Lazer (Seel).

Na obra, os preparativos estão a todo vapor. O guindaste, que também foi usado nas obras do estádio Arena da Amazônia, em Manaus (AM), levou alguns dias para chegar a Belém. Do porto da capital paraense até o local da obra, o equipamento – que veio todo desmontado – foi levado em 16 carretas até o bairro do Bengui. Para montá-lo foi utilizado outro guindaste menor.

Mas antes da chegada do equipamento, determinadas áreas no entorno da obra foram preparadas e reforçadas com grelhas, mantas e britas (tipo de pedra) graduadas para reforçar a sustentação do solo. Toda essa preparação foi feita por uma empresa de São Paulo, especialista nesse tipo de trabalho. “Fizemos os testes de carga e o equipamento respondeu exatamente como pensávamos. A capacidade dele é de erguer muitas toneladas, e aqui a carga que ele vai suportar é de 80 mil quilos”, explicou Luiz Gomes Filho, engenheiro responsável pela obra.

O guindaste será usado para fazer o levantamento das cinco torres de ferro que farão a sustentação do telhado. Para otimizar essa parte do trabalho, junto com as torres, e dentro delas, já seguem os dutos de refrigeração, o que torna o ginásio o primeiro do Pará completamente refrigerado. As torres de sustentação são feitas em ferro e foram produzidas na cidade de Castanhal, região nordeste do Pará.

Após a fixação das torres, o que deve ser terminado em 30 dias, começa a fixação dos tirantes - que são as peças de ferro que vão sustentar as telhas. As telhas são termoacústicas, do tipo Roll-On.

O Ginásio Poliesportivo do Estádio Olímpico do Pará pode ser considerado uma arena multiuso, isto é, poderá receber qualquer tipo de evento esportivo, dentro dos padrões do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), além de ter espaço para shows e eventos culturais.

A construção segue os padrões internacionais de infraestrutura e tem capacidade para 11.970 expectadores e 400 cadeirantes. Além disso, para o conforto do público, a obra comporta um estacionamento com capacidade para 224 vagas, além de bares, restaurantes, banheiros e dois elevadores.

Prazos - A obra, iniciada em junho de 2013, obteve recursos via empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Estamos trabalhando com o prazo para entregar o ginásio ‘fechado’ e com o telhado até o final deste ano. Os meses seguintes serão para equipar o ginásio com piso da marca Gerflor, a mesma usada em quadras de vários países, com as cadeiras e com o placar eletrônico de última geração, da marca Daktronics, com representação no Brasil”, informou Arnaldo Dopazo, engenheiro da Seop e fiscal da obra. Arnaldo lembra que o consórcio de construção trabalha com o prazo de entrega das obras completas no final de abril de 2015.

A construção está sendo feita por um consórcio com três empresas. Ao todo, são 500 operários trabalhando e alguns deles são preparados unicamente para trabalhar na parte que irá receber o telhado. Na sexta-feira, a maioria dos operários vai receber folga e só ficarão no local os operadores do guindaste e os que foram preparados para trabalhar em lugares altos – no caso do ginásio são 30 metros de altura. Nesta quinta-feira, eles participaram de uma simulação para reforçar a forma como o trabalho deverá ser conduzido.

 

Texto: Dedé Mesquita- Ascom/ Seel

Foto: Carlos Sodré - Agência Pará de Notícias