Seel promove a Quarta Edição dos Jogos Tradicionais Indígenas em setembro na praia da Marudá

 

Um dos eventos mais emblemáticos da cultura, tradição e esporte no Estado do Pará, os Jogos Tradicionais Indígenas, uma promoção do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), está de volta e renovado. Daqui a duas semanas, no sábado, dia 16 de agosto, a secretaria faz o lançamento oficial dos jogos, às 19 horas, na praça central de Marudá, em Marapanim.

 A quarta edição dos Jogos Tradicionais Indígenas ocorrerá na praia de Marudá, região nordeste do Estado, no período de 4 a 10 de setembro deste ano. O evento é uma parceria da Seel com o Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena e tem patrocínio da Celpa e da Caixa Econômica Federal.

Para atender e receber aos cerca de 600 indígenas de 13 etnias do Pará e mais duas convidadas dos Estados da Bahia e Tocantins, uma grande estrutura está sendo construída e montada em Marudá, desde o fim do mês de junho deste ano. As obras se intensificaram desde julho e continuam em ritmo acelerado, para que tudo esteja pronto no fim de agosto.

Além disso, a Seel está promovendo, desde maio, vários encontros com a comunidade de Marapanim e Marudá para mostrar o impacto que esse evento, que tem alcance nacional e internacional, levará aos moradores. Assessores e servidores da Seel já tiveram reuniões com segmentos como o comércio, escolas, entidades culturais, igrejas locais, e, principalmente, com os moradores das comunidades do entorno da área onde está sendo construída a estrutura para dar suporte às competições entre os indígenas.

Estrutura – Dos IV Jogos Tradicionais Indígenas vão participar cerca de 600 atletas indígenas de 13 etnias do Pará. Cada etnia participará com uma equipe máxima de 30 pessoas. São elas: Aikewara, Arawete, Assurini do Tocantins, Assurini do Xingu, Gavião Kykatejê, Gavião Parkatejê, Guarani, Kayapó, Munduruku, Parakanã, Tembé, Xikrin e Wai Wai.
As etnias convidadas são os Pataxó, do Estado da Bahia, e os Xerente, do Tocantins. Os Pataxós são os mesmos que ficaram amigos e dançaram com os jogadores da Seleção de Futebol Alemã, que ficaram hospedados em Santa Cruz Cabrália, na região sul do Estado baiano, bem próximo a aldeia dos indígenas, durante os preparativos para a Copa do Mundo.

A estrutura para receber os indígenas é composta de 16 ocas para os atletas ficarem hospedados, a arena para a disputa das modalidades com arquibancada, com capacidade para 3,2 mil pessoas, uma oca para a administração, um restaurante com capacidade de atendimento de 750 pessoas, um infocentro, a pira olímpica – que é o símbolo dos jogos –, uma estrutura que contempla um ambulatório de atendimento médico, um almoxarifado, a secretaria executiva e a sala de imprensa.

Além disso, dois grandes portais, um para o acesso do público e outro para os índios, estão em construção. Os materiais usados são aqueles a que os indígenas estão acostumados e que compõem o seu habitat natural.

Modalidades - As obras estão bastante adiantadas. Para a diretora da Coordenadoria de Eventos da Seel e coordenadora dos jogos, Ana Júlia Chermont, o trabalho visa à melhor edição já feita. “Estamos trabalhando desde o início do ano na produção do evento. Sabemos do alcance que os Jogos Indígenas têm. Já recebemos solicitações de cobertura da imprensa do Brasil inteiro, além de emissoras de televisão e jornais estrangeiros, mas o mais importante é que, com os jogos, vamos ajudar a manter a tradição desses povos, o que é de suma importância para a cultura paraense e nacional”, afirma.

Depois de encantar os paraenses em Tucuruí, em 2004, e Altamira, em 2005, moradores da região de Conceição do Araguaia receberam os Jogos Indígenas em 2006. O formato da competição em Marudá promete ser de grande renovação da estrutura geral, mas mantendo as tradições. Continuam em evidência as exibições das modalidades tradicionais, como a corrida de toras, arco e flecha (Apãnare), zarabatana, cabo de força, kagót, arremesso de lança e lutas corporais, e também as tradicionais, não indígenas, como futebol, natação e atletismo.

Disputar a primeira colocação sim, mas os Jogos Indígenas não são uma competição entre as tribos. Desde a primeira versão, as etnias encontram-se principalmente com o intuito de fazer uma interação entre as diversas tribos indígenas presentes. Essa interação se dá também nas apresentações de danças, feira de artesanato, exposição de fotografias, sessões de cinema, sessão de pajelança e cantos mostrados entre uma e outra competição, tornando os Jogos Indígenas um show de cultura e também de esporte. 

Dedé Mesquita - Ascom/SEEL