Programas estaduais ajudam a aumentar expectativa de vida do paraense

O brasileiro está vivendo mais e melhor. É o que diz a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). A chamada tábua de mortalidade de 2013 mostrou que a mortalidade no país vem caindo em todos os grupos de idade. No período entre 1980 e 2013, a expectativa de vida ao nascer passou de 62,5 anos em 1980 para 74,9 anos em 2013, aumento de 12,4 anos no período. No Pará os números também foram positivos: a expectativa de vida dos homens subiu de 58,1 para 67,9 anos, e nas mulheres subiu de 64,1 para 75,5.

Junto com o aumento da expectativa de vida, também veio a diminuição da mortalidade infantil de crianças com até 1 ano de idade. No ano de 2013, a taxa ficou em 15 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos de idade), em 17,4 por mil.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, destaca os principais fatores que influenciam na mortalidade da população. “O que mais mata as pessoas no Brasil, e não é diferente aqui no Pará, são as chamadas doenças cardio cérebro vasculares, que são os derrames e o infarto do miocárdio. Dentro deste grupo incluímos a hipertensão e o diabetes. A hipertensão é silenciosa, a maioria das pessoas que tem a doença não sente nada, e se o paciente não faz exames preventivos, ele só vai descobrir que tem a doença quando tiver uma crise hipertensiva, infarto ou AVC. Especialmente o homem, que cuida muito menos da saúde quando comparado à mulher, que vai ao médico como uma medida preventiva e por isso vive mais. A própria pesquisa deixa claro isso” comenta o secretário.

Dentre as medidas que colaboraram para o aumento da expectativa de vida e diminuição da mortalidade infantil, o secretário de Saúde destaca áreas importantes que foram investidas no Estado nos últimos 15 anos. “Existem alguns itens que são próprios da nossa região e outros que são comuns em qualquer parte do país. Dentre elas podemos destacar as campanhas de aleitamento materno, que reforçam a imunidade dos bebês até os seis meses, o pré-natal adequado, as campanhas de imunização para todas as idades, principalmente crianças e idosos, e a diminuição do tabagismo, que causa vários tipos de câncer”, enumera.

“Aliás, as campanhas de prevenção ao câncer, principalmente de mama, colo de útero e próstata têm sido importantes para a conscientização dos exames preventivos. Isto faz parte da atenção primária da saúdem que é responsável por prevenir o desenvolvimento de doenças. Em relação aos idosos, além das campanhas de imunização e o acompanhamento médicos, o governo tem investido em programas de qualidade vida, para que o idoso tenha atividades saudáveis e de sociabilidade que melhorem o seu dia a dia”, detalha Hélio Franco.

“O investimento na construção dos hospitais regionais e na rapidez do transporte dos casos de urgência em locais de difícil acesso também são fatores cruciais em relação às vítimas de violência no trânsito. Hoje temos os helicópteros e nos locais que possuem pista de pouso também utilizamos um avião. Hoje o trânsito mata mais do que as doenças. E por último temos os itens que estão relacionados às características da nossa região como o combate às epidemias de dengue, febre amarela, malária entre outros tem alcançado a cada ano os melhores índices do país”, explica o secretário.

Qualidade – Um dos exemplos de investimento na saúde dos idosos são os programas Vitalidade, do Instituto de Assistência dos Servidores do Pará (Iasep), e o Vida Ativa, da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). O Vitalidade é dedicado aos servidores aposentados a partir dos 65 anos e também aos dependentes dos servidores. O Vida Ativa é aberto para todos os idosos. Ambos atuam na região metropolitana de Belém.

“O governo do Estado se preocupou e se preparou exatamente com a área da prevenção e de gerenciamento de doenças crônicas, porque a quantidade de pacientes idosos representa 30% dos usuários do plano de saúde (Iasep), ou seja, de um montante de 260 mil usuários do plano, mais de 70 mil são idosos. Sem cuidado estes serão idosos que ficarão em casa podem entrar em depressão, tentar suicídio, ficar com o sistema nervoso extremamente abalado e desenvolver a diabetes e a hipertensão arterial. Não fazem as atividades físicas e isso faz com que as doenças reumáticas levem à invalidez”, diz a médica Cíntia Charone, coordenadora do programa Vitalidade.

“Por isso o programa atua justamente na prevenção, pois aqui eles fazem atividades para prevenir o surgimento destas doenças e, ao mesmo tempo, investir na qualidade de vida por meio de atividades sociais. Aqui eles formam novos grupos, amizades, jogam, estimulam a memória e trabalham diversas formas que ajudam eles a se sentirem cada vez melhores”, explica Cíntia Charone.

A enfermeira aposentada Rosemary Gomes, 75 anos, está no programa há um ano e seis meses e fala das mudanças positivas que o programa trouxe para sua rotina. “E me sinto muito motivada. A gente se sente até mais jovem. Aqui reencontrei amigos de tempo de trabalho e pude realizar alguns sonhos, como por exemplo cantar com a Cleide Moraes. Sempre gostei muito de cantar e participo bastante das aulas de música e de canto. Quando subi no palco com a Cleide foi uma alegria imensa. Tão grande que a minha pressão subiu, mas fiquei bem. Hoje vejo esse espaço como um lugar muito importante para todos nós”, diz Rosemary.

Dentre as atividades feitas pelos idosos tanto no programa Vitalidade, quanto no Vida Ativa, estão fisioterapia, pilates, exercícios de memorização, aulas de informática, musicalização, dança e canto. Os participantes são direcionados para as atividades depois de uma avaliação médica. Alguns só podem participar de atividades mais leves, mas isso não os desanima, como é caso de Luciano Santos, 84, que é um dos destaques da aula de informática.

“Sou professor de artes e desenho industrial aposentado. Nunca parei de exercer as minhas atividades. Quando eu era jovem praticava muitos esportes, mas com o tempo a gente vai aprendendo outras coisas. Faço vários trabalhos manuais e adoro dançar. No momento o meu médico me proibiu de participar de atividades físicas, pois vou passar por uma cirurgia no coração, mas isso não de desanima, sabe? Participo da aula de informática, encontro as pessoas, os amigos. A vida é isso. Você seguir em frente e aprender coisas novas. A gente não pode parar”, relata, com entusiasmo.

Serviço:

Os servidores públicos do Estado aposentados podem se informar sobre o programa Vitalidade por meio do telefone (91) 3222-4885. Os interessados em participar do programa Vida Ativa, da Seel, podem entrar em contato pelo telefone (91) 3201- 2323 .

 

Texto: Diego Andrade - Secretaria de Estado de Comunicação 

Foto: Sidney Oliveira - Secretaria de Estado de Comunicação