Ginásio Poliesportivo do Mangueirão recebe viga de sustentação da cobertura

 

Na manhã desta sexta-feira (14), foi instalada a primeira viga de sustentação do sistema de cobertura do Ginásio Poliesportivo do Estádio Olímpico do Pará, em Belém. Para garantir maior segurança no içamento da peça de 78 metros e 73 toneladas, a equipe de engenharia da obra montou uma mega operação com a ajuda de um dos maiores guindastes de obras de construção civil do país.

Para suportar o peso do guindaste em operação, todo o terreno de dentro da obra foi reforçado com grelhas, mantas e britas (tipo de pedra) graduadas. A torre de metal instalada é a primeira do total de cinco que farão a sustentação completa do telhado. Após a fixação das vigas, o segundo passo é o assentamento das telhas termoacústicas, do tipo Roll-On.

“Devido à importância da operação, tivemos todo o cuidado de montar uma mega equipe de engenharia e acompanhar atentamente cada evolução do içamento. Tudo foi minimamente calculado, por isso tivemos êxito na operação e conseguimos executar o trabalho conforme o planejamento”, avaliou o engenheiro responsável pela obra, Luiz Gomes Filho.

Segundo ele, devido à grandiosidade da operação, as outras vigas de metal serão instaladas em um intervalo de quatro dias. A obra, com 80% dos trabalhos prontos, tem previsão de entrega para março do ano que vem. Iniciado em junho de 2013, com recursos via empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ginásio Poliesportivo do Estádio Olímpico do Pará segue o mesmo padrão arquitetônico do Mangueirão. Os dois elevadores do ginásio dão acesso à arquibancada, tribunas – com capacidade para 287 cadeiras – e às oito cabines de imprensa. Os vestiários foram pensados e adaptados também para pessoas com necessidades especiais.

Por ser um espaço multiuso, a obra terá ainda uma infraestrutura de apoio, como camarins, área exclusiva de acesso de autoridades e artistas, espaço de monitoramento do público e outros serviços. A estrutura abriga 900 toneladas de aço, 22 mil metros cúbicos de concreto e 92 mil metros quadrados de formas. Estão sendo usadas 750 estacas, que, somadas em linha reta, equivalem a 16 quilômetros, a mesma distância entre o bairro do Bengui e o centro de Belém.

 

Texto: Adison Ferrera - Agência Pará de Notícias

Foto: Carlos Sodré - Agência Pará de Notícias