Fifa, CBF, FPF e Seel entregam obras iniciais do Centro Esportivo da Juventude em Belém

A primeira parte do projeto "Legados Sociais para a Copa do Mundo Fifa/ Brasil 2014", que reformou e ampliou as instalações do Centro Esportivo da Juventude (Ceju), em Belém, foi inaugurada na manhã deste domingo (6). Localizado no entorno do Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, o complexo é uma parceria da Fifa, Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Federação Paraense de Futebol (FPF) e governo do Estado, e está orçado em US$ 2 milhões.

A inauguração teve a presença do presidente da CBF, José Maria Marín, e do secretário geral da Fifa, Jerôme Valcke, além do presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes de Lima. Participaram ainda o secretário especial de Estado de Promoção Social, Alex Fiúza de Melo, a secretária de Esporte e Lazer, Renilce Nicodemos Lobo, o coordenador do Pro Paz, Jorge Bittencourt, o secretário municipal de Esporte e Lazer, Thales Belo, e o jogador Cafu, que foi capitão da Seleção Brasileira na Copa de 2002.

Antônio Carlos Nunes agradeceu aos parceiros que tornaram realidade a reforma do Ceju. "Já tínhamos essa área desde o projeto Gol, da CBF. Nossa intenção é que seja um espaço que tenha cunho social, voltado para a formação de crianças e adolescentes. Por meio dos clubes ligados à federação, este centro servirá para a formação de atletas que não têm onde treinar. É a realização de um sonho, com o apoio de parceiros do governo do Estado", disse.

A Seel doou a área de 49 mil metros quadrados onde está construído o Ceju. O Pro Paz nos Bairros atenderá boa parte das cerca de três mil crianças atendidas pelo programa. O espaço será administrado em conjunto pela FPF, Seel e Pro Paz, com apoio da CBF.

José Maria Marín fez elogios ao povo do Pará. "Este Estado respira futebol. Começamos o projeto de Legados Sociais da Copa do Mundo no Brasil por Belém, porque sempre fomos muito bem recebidos aqui, e temos um carinho especial por esta cidade. O Pará é um Estado de grande tradição no futebol, e não à toa daqui vimos surgir craques, como Giovani e Ganso. Estou muito feliz em ver Belém como a primeira cidade a receber este projeto que visa, essencialmente, à questão social de crianças e adolescentes", afirmou.

Marín lembrou que o legado que a Fifa deixa ao Brasil não são apenas as doze novas arenas de futebol nos Estados que são sede da Copa. "Deixamos, junto com a Fifa, 83 campos de treinamento espalhados de norte a sul do Brasil, mas também levaremos o legado de saúde e educação para que tenhamos a formação de futuros atletas de futebol", informou.

Na cerimônia deste domingo, 100 crianças atendidas pelo Pro Paz nos Bairros, dos polos do Mangueirão e da Sacramenta, foram os primeiros a dar chutes e dribles nos dois campos de grama sintética que foram entregues. Os campos são oficiais, no tamanho de 105 x 68 metros, no padrão exigido pela Fifa. Ao todo, são quatro campos oficiais, sendo três de grama sintética e um de grama natural.

Investimentos - O fundo do projeto Legados Sociais para a Copa do Mundo Fifa/ Brasil 2014 vai destinar US$ 20 milhões para obras semelhantes ao Ceju em todo Brasil. O secretário geral da Fifa disse que o futebol não é apenas uma escola de esporte, mas de vida. "Procuramos investir também em sonhos, e sabemos que sonhos podem mudar vidas", observou Jerôme Valcke.

"No Brasil, mudamos a dinâmica do legado deixado ao país sede da Copa. Na África do Sul, sede da última Copa, em 2010, só começamos a trabalhar 18 meses após o encerramento da competição. Aqui, começamos com ela ainda em curso, porque entendemos que sonhos precisam ser realizados, e junto com eles, as ações voltadas para o social, a saúde, a educação e o fair play", finalizou.

No projeto de legado na África do Sul, a Fifa investiu cerca de US$ 100 milhões. "No Brasil, já temos garantidos US$ 20 milhões, mas já estamos aplicando esse investimento. Após o término da Copa do Mundo, o repasse continua, os centros de treinamentos continuarão a ser entregues nos 15 Estados que não receberam jogos da Copa, e acredito que o investimento no Brasil poderá ser até maior do que foi na África", informou Valcke.

 

Parceria é a palavra para o sucesso do projeto Legados da Copa em Belém. "Com a inauguração do Ceju, que é o primeiro centro do projeto a ser inaugurado no Brasil, e com a entrega das reformas do Mangueirão, em outubro, e do ginásio de Esportes do Mangueirão, em dezembro deste ano, teremos um complexo esportivo de grande qualidade e eficiência neste entorno no bairro do Bengui. A parceria entre Seel, FPF, CBF e Fifa se iniciou há algum tempo e estamos vendo os resultados chegarem. Solicitamos a José Maria Marín, presdiente da CBF, que a Seleção Brasileira, que desejamos seja hexacampeã de futebol, volte a jogar em Belém e tivemos compromisso dele que irá se empenhar nessa ação", informou a titular da Seel, Renilce Nicodemos (foto abaixo).

 

Para Cafu, não há felicidade maior que o sorriso de uma criança. "Acredito que todos aqui podem avaliar o que é fazer uma criança sorrir. Isso vale qualquer esforço", disse o ex-lateral direito da Seleção Brasileira, que mantém um centro de treinamento de futebol que atende 750 crianças e adolescentes. Cafu trocou passes com várias das crianças presentes e deu a uma delas uma Brazuca, a bola oficial da Copa do Mundo no Brasil. 

Uma dessas crianças foi Dayane Cristina, 13 anos, moradora do bairro do Bengui e integrante do polo Mangueirão do Pro Paz desde 2011. Dayne sonha em ser jogadora de futebol profissional. "Frequento o Pro Paz durante a semana, e já aprendi muita coisa por lá, mas acho que com esses campos todos poderemos treinar melhor, aprender mais e até sonhar em ser profissionais", considerou.

As obras da implementação total dos gramados ficam prontas no fim de agosto deste ano. Ao todo, são 23 mil metros quadrados de grama sintética e oito mil de grama natural. Para ter acesso ao Ceju, crainças e adolescentes precisam estar ligados a qualquer um dos clubes federados da FPF ou ainda participarem do Pro Paz nos Bairros.

 

Dede Mesquita - Assessoria de imprensa da SEEL 

Fotos: Cristino Martins/ Agência Pará e Ricardo Stucker/CBF