Comitê intertribal visita instalações dos Jogos Indígenas do Pará

A organização do IV Jogos Tradicionais Indígenas do Pará está a todo vapor. Nesta quinta-feira (9), Dia Internacional dos Povos Indígenas, o titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Marcos Eiró, recebeu o coordenador técnico-cultural do Comitê Intertribal de Memória e Ciência Indígena, Carlos Terena, que veio de Brasília para uma visita técnica na ilha de Mosqueiro, local onde serão realizados os jogos, no mês de novembro deste ano.

O evento reunirá 13 etnias que disputarão e demonstrarão 14 modalidades esportivas tradicionais e não tradicionais. “O Pará é um celeiro da diversidade cultural indígena brasileira. É o Estado que possui maior variedade de práticas culturais indígenas e, com a existência de etnias isoladas, ainda temos muito a conhecer e explorar aqui. Esse é o momento de retomarmos as atividades e recuperarmos o atraso dos últimos quatro anos”, diz Carlos.

A primeira edição dos Jogos Indígenas do Pará foi realizada em 2004, no município de Tucuruí, no sudeste do Estado. De lá para cá, o governo do estadual não para de investir e ampliar a sua atuação no sentido de resgatar e incentivar as práticas das tradições indígenas, agregando aos esportes originais das etnias, e divulgá-las para que toda a população conheça essa riqueza cultural. “Estamos fazendo todos os procedimentos necessários para consolidar o recomeço dos Jogos Indígenas, que já foi marca do Governo do Pará e voltará para a agenda anual do Governo”, ressalta Marcos Eiró.

Ainda neste mês, o governador Simão Jatene receberá a visita do presidente do Comitê Intertribal de Memória e Ciência Indígena, Marcos Terena, para tratar dos detalhes do evento em Mosqueiro.

Marcos e Carlos Terena são os idealizados dos Jogos Indígenas Nacionais e já programam a realização, em 2015, dos Jogos Indígenas Mundiais, em local ainda indefinido. “O que está sendo feito no Pará é o ponta pé inicial de um projeto muito importante para os grupos indígenas do Pará, do Brasil e do mundo”, finalizou Carlos Terena.

 

Ascom SEEL