Começam as obras de reforma do gramado do Mangueirão

 

 A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) deu início nesta segunda-feira (9) às obras de reforma do gramado do Estádio Olímpico do Pará – Mangueirão. As novidades sobre o assunto foram divulgadas em entrevista coletiva na tarde desta segunda, no estádio, com a presença da titular da Seel, Renilce Nicodemos, da diretora do Mangueirão, Cláudia Moura, e de David Lins, sócio da empresa Green Gramados Esportivos, que venceu a licitação para executar as obras.

Já começaram os trabalhos, que dependiam apenas do fim do Campeonato Paraense de Futebol. Um produto especial foi colocado no gramado preparando-o para que ele seja completamente retirado, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira (11). Segundo David Lins, as obras não são de reparos, mas de reforma completa. "Vamos retirar toda a grama e parte do material argiloso que dá sustentação a ela. Cerca de 15 centímetros de profundidade serão retirados desse antigo material. Após essa fase, começa a colocação de outro material de suporte, o Top Soil, uma capa selante que ajuda na estabilização e impermeabilização do solo", explicou.

Após a colocação do Top Soil e a estabilização dele é que começa a colocação da nova grama. "Essa grama é a grama com certificação da Fifa, e se chama Bermuda Celebration. É a mesma que está sendo usada nas arenas de futebol da Copa do Mundo. Apenas algumas empresas no Brasil cultivam esse tipo especial de grama, e ela chegará a Belém em caminhões refrigerados para evitar as mudanças bruscas de temperatura", continuou o representante da empresa.

Para David Lins, o clima de Belém ajudará na conservação do gramado. "Ao contrário do que se pensa, o clima com muito sol e chuva é benéfico ao tipo de grama que usaremos. Essa grama certificada ajuda a bola a rolar melhor e com mais rapidez, além de ser mais resistente. Uma grama normal pode ter seis horas de uso ao dia. Com a grama certificada, esse tempo pode chegar a 30 horas por dia", comparou.

David Lins também disse que essa grama ajuda a evitar lesões nos atletas. "Esse tipo de grama foi usado no Mineirão e no campo do treino do Cruzeiro, em Belo Horizonte, Minais Gerais, e o percentual de lesões dos atletas foi bem reduzido", completou.

Licitações - A secretária Renilce Nicodemos disse que o início das obras no Mangueirão atende a um anseio de toda a sociedade paraense. "Começamos pelo gramado, mas já estamos com licitações em curso para as catracas eletrônicas, reforma do telhado do estádio e nova pintura. As obras não se excluem uma a outra e serão feitas simultaneamente. A última fase é o novo sistema de monitoração com câmeras. Nossa intenção é que o Mangueirão seja um estádio totalmente seguro, ao qual as famílias possam vir juntas para participar dos eventos esportivos", asseverou.

As obras têm um orçamento total de R$ 5,6 milhões, e somente nas obras do gramado, o orçamento é de R$ 705 mil, mas com as obras de manutenção posterior são mais R$ 500 mil. A fase de troca do gramado e colocação de nova grama será feita em 45 dias. Após esse tempo, começa o período de consolidação do gramado. As obras têm um prazo de entrega total de 120 dias. A previsão é que o Mangueirão volte a receber as partidas de futebol no fim de outubro deste ano.

O atual gramado do Mangueirão tem cerca de doze anos de idade, sem que uma reforma de mais fôlego tivesse sido feita. Neste ano, o gramado apresentou problemas maiores, e os jogos, sejam do Campeonato Paraense, sejam da série C do Brasileirão, precisaram ser suspensos por cerca de 20 dias.

Dedé Mesquita
Secretaria de Estado de Esporte e Lazer

 Foto: Mácio Ferreira - Agência Pará de Notícias