Campeonato de Bocha Paralímpica reúne mais de 30 atletas paraenses

   

Mais de 30 paratletas com paralisia cerebral e doenças crônico-degenerativas participam do I Campeonato Regional de Bocha Paralímpica, que começou nesta segunda-feira (2), no ginásio do Serviço Social da Indústria (Sesi), em Ananindeua, região metropolitana de Belém. A competição é classificatória para o campeonato brasileiro, que ainda não tem data e local para ocorrer. Confira as fotos, clique aqui!

Delegações do Acre e Pará, com atletas dos municípios de Barcarena, Abaetetuba e Marabá, estão na disputa. Lucas Roger, 20 anos, é um deles. Ele representa o Pará com a delegação de Abaetetuba. Em janeiro deste ano, começou a praticar a bocha paralímpica. “Hoje as pessoas acreditam no meu filho. Isso me deu mais força para caminhar com ele. Luto desde quando ele nasceu, mas hoje estou mais forte”, diz a mãe, Maria de Nazaré.

Ela conta que Lucas teve paralisia cerebral ao nascer, e depois de começar a praticar a bocha, melhorou os movimentos e até a fala. “Ele melhorou muitos os movimentos, e está falando melhor. Hoje o Lucas tem confiança nele mesmo. No início, ele não conseguia jogar a bola. Hoje ele joga longe e com mira”, conta a mãe. “O governo também ajuda muito com apoio para competições. Isso é muito bom e renova nossas forças”, completa.

O campeonato tem apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e é organizado pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes, Comitê Paralímpico Brasileiro, Núcleo de Esporte e Lazer da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Associação dos Docentes da Escola Superior de Educação Física do Pará (Adesef).

As partidas terminam nesta terça-feira (3) e ocorrem de 9 às 17 horas, no mesmo local. A bocha adaptada é similar à convencional: o objetivo é encostar o maior número de bolas coloridas na bola-alvo, conhecida como bolim. Ganha-se pontuação quando se chega à esfera do alvo. É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores.

“Nos orgulhamos dos nossos atletas paraenses de bocha. São pessoas que tentam e conseguem, pelo esporte, superar seus limites. As participações em competições como esta elevam a autoestima, incluindo a da família”, diz o secretário da Seel, Vitor Miranda.

Liandro Brito - Ascom/Seel