Bruno Palheta agradece o Governo do Estado vencendo a São Silvestre

 Paratleta vencedor da São Silvestre coloca o Pará mais uma vez no pódio

Bruno palheta e Raimundo Vales (treinador/guia)

A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) recebeu, nesta  terça-feira (8), o atleta paralímpico Bruno da Costa Palheta que agradeceu os apoios dados para a disputa da corrida de São Silvestre (SP), realizada no dia 31 de Dezembro do ano passado. Bruno é atleta do programa Bolsa Talento e vencedor da prova para deficientes visuais, elevando ainda mais a bandeira do Pará em provas para atletas especiais.

O paratleta, para vencer a competição, contou com auxílio de seu experiente treinador e guia, Raimundo Vales, 46 anos, que há quase 20 anos atua nesta modalidade esportiva. Esta parceria já vem fazendo sucesso há quase três anos e aparentemente vai se estender por muito tempo. “A Seel tem apoiado bastante com o Bolsa Talento, e nos apoia com as viagens. Nós tentamos retribuir mostrando a bandeira do Pará no ponto mais alto do pódio” - afirma Bruno.

Palheta fez uma corrida tranquila, correu bem e conseguiu a primeira colocação, mas um detalhe interessante é que, para Raimundo, esta foi a melhor São Silvestre que ele já fez, pois os resultados foram impressionantes. Com 10 km de corrida o tempo era de apenas 35 minutos, e mesmo nunca tendo feito esse percurso, conseguiram terminar a prova dentro do tempo planejado, que era de 1 hora e 11 minutos.

Infelizmente, a São Silvestre do ano passado ficou marcada pelo trágico acidente que resultou na morte do atleta Israel Cruz, após chocar-se contra os muros do estádio do Pacaembu. “Israel estava muito alegre e confiante na prova, e que o Pará vai sentir muita falta dele, tanto como pessoa quanto atleta, já que ele era o único representante cadeirante na corrida”, disse Bruno.

Pensando no futuro, Bruno e seu treinador/guia já se preparam para voltar aos treinos. O planejamento inicial é que sejam feitas, no mínimo cinco viagens esse ano para disputar corridas de rua, provavelmente irão à São Silvestre e possivelmente correr em outras capitais como São Luís , Recife e Rio de Janeiro. E independente das distâncias, Bruno estará preparado. “Não tenho preferências pelas distâncias percorridas em cada disputa, estou acostumado a correr desde os 13 anos, seja o que for eu estarei pronto, porque correr é muito bom” – diz.

Marco Souza – Ascom/Seel